Wednesday, August 24, 2011

O que é Parkour, Deriva, Flaneur e Flash Mob?


Parkour
   O Parkour surgiu numa cidade próxima de Paris, França, (e no Brasil através de vídeos na internet) por David Belle. Seu pai o treinou num método de educação física que desenvolvia as habilidades físicas. Belle levou o treinamento para rua junto com seus amigos. O Parkour pode ser definido como a arte do deslocamento. Ele tem como objetivo usar o corpo em escaladas, saltos, corrida (mas preservando a integridade física) para superar os obstáculos.
   Quem pratica o Parkour tem o nome de Tracer para o homem e Traceuse para a mulher, e vem da gíria “Tracer” que significa traçar. E o filme “13º Distrito” mostra bem o que é o Parkour e seus movimentos.

Parkour de David Belle

Cena do filme "13º Distrito"


Flaneur
   Criado por Charles Baudelaire, o substantivo “flaneur”, segundo o próprio, significa “uma pessoa que caminha pela cidade a fim de esperimentá-la”.  O termo refere-se ao caminhar observando o ambiente e cada detalhe, mas sem ser notado, sem se inserir na paisagem.

Charles Badeulaire


Deriva
   A Teoria da Deriva foi proposta em 1958 por Guy Debord, que a publicou na Revista Internacional Situacionista. E até hoje desperta o interesse das pessoas. Seja apenas para experimentar, seja para formular teses e dissertações.
   Deriva é a renuncia de criar um caminho lógico por um certo período de tempo, deixando-se levar apenas pelas sensações, pela solicitação do terreno. Assim como é pensar nos motivos que nos levaram a adotar tal rota e não outra. 

Guy Debord

Flash Mob
   “Flash Mob” vem do inglês Flash Mobilization (Mobilização Rápida, Relâmpago).  Trata-se de uma multidão reunida a favor de uma causa e previamente organizada. E como o próprio nome diz, a reunião dura poucos minutos. A manifestação pode se dar através da dança (como ganhou repercussão no mundo), ou até mesmo pelo ato de abaixar as calças (sim!). Esse último Flash Mob teve o nome de No Pants, que foi uma forma de combater a hegemonia dessa peça de roupa no vestuário usual.
   Os Flash Mobs podem ser combinados através de e-mail (como o primeiro foi organizado), redes sociais, e qualquer outro meio de comunicação. No casa da manifestação através da dança, normalmente os passos são ensinados antes (dias ou minutos até). Depois quando a música começa uma ou duas pessoas começam a dançar e aos poucos outras pessoas saem da multidão e se juntam ao grupo. Até que no final, o pequeno grupo se transformou numa multidão. No fim, cada um segue seu rumo como se nada tivesse acontecido, deixando apenas as pessoas que não sabiam da manifestação boquiabertas e extasiadas.

Tributo a Michael Jackson em Estocolmo


No Pants no Metrô de São Paulo!


Museu de Arte da Pampulha

Croqui 1

Croqui 2



  


    Segunda-feira nós visitamos o Museu de Arte na Pampulha. O local, desenhado por Oscar Niemeyer a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubischek, era um cassino para a elite local. Com a proibição por lei dos cassinos no Brasil, passou a funcionar como museu em 1957. 
   Os professores nos orientaram a observar o edifício. Também mostraram que tudo ali foi feito com um propósito. A entrada com uma inclinação, o local onde os carros paravam para deixar as pessoas, a cobertura da passagem até a porta, os espelhos, o vão livre, tudo reforçava que aquele lugar era apenas para uma pequena parcela da sociedade (que detinha grande parcela da cidade). Tudo o que poderia ser exibido era possibilitado ao máximo e o que não deveria ser visto simplesmente "desaparecia". A área de serviços, a cozinha, o local onde guardava-se as mesas e cadeiras foram estrategicamente planejadas. Sem contar que o luxo predomina ali. A pedra que recobre grande parte do edifício foi cortada especialmente para lá. O local de dança é como uma descoberta e fica escondida para quem vê o prédio de fora. Até a saída do banheiro feminino é algo interessante. Ao sair, desce-se uma pequena escada em espiral que faz a pessoa "sumir" de cima e "aparecer" discretamente em baixo. 
   Hoje, como Museu de Arte, a maior parte das exposições que passam por lá interagem com a arquitetura do ambiente. Não por escolha, mas porque o local não foi projetado para ser um museu. Como muitos artistas fazem questão que  suas obras estejam em um lugar ao abrigo de sol, com temperatura certa, e outros requisito, não são todas as obras que podem ser expostas ali. 
   Com exposição ou não, o lugar deve ser visitado. Sua arquitetura é da fase auge de Niemeyer. A paisagem à beira da Lagoa, com vista para a região faz com que a experiência seja única. 
  Mesmo sendo agora um museu, tudo te faz imaginar como era o lugar como cassino. Cada detalhe nos remete ao luxo e o glamour original do local.

Retrato no Photoshop - Versão Refeita

Foto Original


Versão Refeita

     Semana passada na aula de Projeto meu retrato foi analisado. Observava-se na foto um meio termo: da montagem, colagem e tema. Os professores me deram várias dicas que não sabia qual adotar e nem como adotar. Poderia ter sido explorado o humor, a colagem ao extremo, o filme "Le Fabuleux Destin D'Amélie Poulain" etc. A princípio imaginei como segunda tentativa uma composição de vários recortes de uma mesma imagem. Mas ao começar a montar, percebi que fazer uma colagem da própria foto ficaria mais interessante. Além de ficar mais séria, como o próprio Ricardo é, ela passa a ideia que, não importa o lugar, ele está lá - o que é uma característica dele, de estar sempre presente quando precisamos. (Para fazer essa montagem dupliquei a Layer, usei a Polygonal Lasso recortando o corpo, dupliquei a seleção para manter a original. Na Layer de baixo usei Cristallyze e Angled Strokes, ajustei a Saturação, usei a Shaper Edges e por fim nessa Layer adicionei um gradiente de laranja a verde com baixa opacidade. Na Layer do recorte adicionei o Inner Glow)

Tuesday, August 16, 2011

Retrato no Photoshop

Foto Original

Foto Modificada

Procurei transmitir através da foto aquilo meu colega Ricardo mais gosta: a França. Ele é apaixonado pela cultura, pelo idioma, pelos filmes, pela arquitetura, tudo o que é relacionado ao país. E, através de ferramentas como Erase Tool, Brushes, Magnetic Lasso Tool e Blur Tool do Photoshop, adicionei elementos que nos remetem à França. Ou melhor, à um francês caricato. Para finalizar, com o efeito de Diffuse Glow a foto ganhou a aparência de sonho, como se o próprio Ricardo estivesse sonhando.